“Depois de dizer isso, Jesus bradou em alta voz: ‘Lázaro, venha para fora!’” (João 11:43).
Os que estavam presentes obedeceram à ordem de Jesus e removeram a pedra que selava a entrada da tumba. Tudo foi feito de maneira aberta e clara, sem espaço para suspeitas de fraude. Diante dos olhos de todos estava o corpo frio, imóvel e sem vida de Lázaro. A multidão, tomada pela surpresa e expectativa, se aglomerou ao redor da sepultura, ansiosa para ver o que aconteceria.
Uma atmosfera de reverência tomou conta do lugar. Jesus Se aproximou da tumba e, com os olhos erguidos ao Céu, orou: “Pai, Eu Te agradeço porque Me ouviste” (João 11:41). Muitos dos inimigos de Cristo O haviam acusado de blasfêmia por declarar que era o Filho de Deus. Agora, Ele demonstrava que não agia de forma independente, mas em perfeita união com o Pai. Por meio da oração e da fé, Cristo realizava Seus milagres.
Ele quis que todos ali entendessem Sua conexão com o Pai. Por isso, continuou: “Eu sei que sempre Me ouves, mas disse isso por causa do povo que está aqui, para que creia que Tu Me enviaste” (João 11:42). Suas palavras mostravam aos discípulos e à multidão que Suas afirmações sobre Sua relação com Deus eram verdadeiras.
Depois, Jesus ordenou em alta voz: “Lázaro, venha para fora!” (João 11:43). A divindade brilhou através da humanidade de Cristo. Seu rosto resplandecia com a glória de Deus, transmitindo certeza e poder. Todos os olhos se voltaram para a tumba, e cada ouvido tentou captar o menor som. A multidão esperava, com intenso interesse, por uma evidência que confirmasse as palavras de Jesus de que Ele era o Filho de Deus.
De repente, houve movimento dentro da sepultura silenciosa. Então, Lázaro, que estava morto, surgiu, de pé, à entrada da gruta. Aquele momento deixou claro para todos que Cristo tinha poder sobre a morte.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
