“Vocês não sabem nada! Será que não entendem que para vocês é melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído?” (João 11:49-50).
Para colocar os romanos contra Jesus, os fariseus espalharam a mentira de que Ele estava tentando enfraquecer a autoridade romana. Com diversas acusações falsas, buscaram eliminar Sua influência sobre as pessoas. No entanto, essas tentativas fracassaram, porque as multidões que presenciaram Suas obras e ouviram Seus ensinamentos sabiam que Ele não poderia ser um transgressor do sábado nem um blasfemo. Frustrados, os líderes judeus decidiram decretar que qualquer pessoa que professasse fé em Jesus seria expulsa da sinagoga.
Nesse ponto, fariseus e saduceus, tradicionalmente em oposição, estavam mais unidos do que nunca em sua hostilidade contra Cristo. Naquela época, o Sinédrio não era uma assembleia plenamente reconhecida pelos romanos; sua existência era apenas tolerada. Alguns membros questionaram se seria sábio matar Jesus, temendo que isso pudesse causar uma revolta entre o povo. Os saduceus, embora compartilhassem do ódio dos fariseus por Cristo, preferiam agir com cautela, preocupados em não perder as altas posições que ocupavam sob o domínio romano.
Durante a reunião do Sinédrio para planejar a morte de Jesus, a Testemunha eterna — aquela que ouviu as palavras de Nabucodonosor e presenciou a festa idólatra de Belsazar — começou a impressionar os líderes religiosos sobre a gravidade do que estavam fazendo. Momentos da vida de Cristo surgiram com clareza diante deles, deixando-os assustados. Lembraram-se de quando Jesus, ainda com 12 anos, Se destacou entre os doutores da Lei, fazendo perguntas que os surpreenderam. O milagre da ressurreição de Lázaro parecia ser um testemunho incontestável de que Ele era o Filho de Deus. Perturbados e confusos, os líderes começaram a perguntar: “O que estamos fazendo?” A divisão tomou conta do conselho.
No meio da confusão, Caifás, o sumo sacerdote, levantou-se e exclamou: “Vocês não sabem nada! Será que não entendem que para vocês é melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído?” (João 11:49-50, NTLH). Na visão de Caifás, mesmo que Jesus fosse inocente, Ele deveria ser eliminado para proteger os interesses da nação e manter a estabilidade do controle romano.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
