“Os romanos, então, virão e fecharão nosso templo e nos destruirão como nação” (João 11:48).
Os líderes judeus temiam que Jesus estivesse enfraquecendo sua autoridade. Se o povo perdesse a confiança neles, acreditavam que o poder da nação estaria ameaçado. Após o milagre da ressurreição de Lázaro, temiam que os seguidores de Jesus se rebelassem. “Os romanos, então, virão”, disse Caifás, “e fecharão nosso templo e nos destruirão como nação. O que é a vida desse Galileu comparada com o futuro de toda a nação? Eliminá-lO seria um serviço a Deus. É melhor que um homem pereça do que uma nação inteira seja destruída”.
A estratégia proposta por Caifás baseava-se em um princípio pagão. A ideia vaga de que alguém deveria morrer pela humanidade tinha levado, em tempos antigos, ao sacrifício humano. De forma semelhante, Caifás propunha que o sacrifício de Jesus salvasse a nação, mas não da transgressão. Ele queria que a nação continuasse em pecado, sem arrependimento, mas escapasse das consequências de seus atos.
Nessa reunião do Sinédrio, mesmo os inimigos de Cristo experimentaram um breve senso de culpa. O Espírito Santo estava impressionando as mentes, fazendo-os perceber a gravidade de seus planos. Mas Satanás logo trouxe à memória as “ofensas” que acreditavam ter sofrido por causa de Jesus. Ele não os havia elogiado por sua justiça, não prestara atenção às suas formalidades e rituais. Pelo contrário, incentivara os pecadores a irem diretamente a Deus, como um Pai misericordioso, para buscarem perdão e ajuda. Ele ignorara a teologia rabínica e desmascarara as práticas corruptas dos sacerdotes, causando danos irreparáveis à sua reputação e influência.
Com exceção de alguns poucos que temeram expressar suas dúvidas, o conselho inteiro aceitou as palavras de Caifás como se fossem inspiradas por Deus. Um alívio tomou conta da reunião. Os debates cessaram, e eles decidiram condenar Jesus à morte na primeira oportunidade favorável.
Esses sacerdotes e líderes religiosos já estavam completamente sob o controle de Satanás. No entanto, estavam tão enganados que se sentiam satisfeitos consigo mesmos. Acreditavam ser patriotas zelosos, sacrificando Jesus para salvar a nação, sem perceber que estavam trilhando o caminho da ruína.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
