“Os líderes também queriam matar Lázaro, porque muitos judeus estavam indo por causa dele e crendo em Jesus” (João 12:10 e 11).
Simão de Betânia, um dos poucos fariseus que se uniram publicamente aos seguidores de Cristo, tinha esperanças de que Jesus fosse o Messias. Contudo, ele ainda não O aceitara como Salvador, pois seu caráter permanecia inalterado, e seus princípios intocados.
Jesus havia curado Simão da lepra, e, em gratidão, este decidiu oferecer uma festa em Sua homenagem durante a última visita do Salvador a Betânia. Ele convidou os discípulos e outros judeus, alguns dos quais acompanhavam os passos de Jesus, mas com intenções hostis.
Enquanto isso, Jesus buscava descanso na casa de Lázaro, onde sempre era bem-vindo. Muitas pessoas foram até Betânia, algumas movidas pela fé em Jesus, outras pela curiosidade de ver Lázaro, que havia sido ressuscitado. Lázaro, com convicção e poder, testemunhava que Jesus era o Filho de Deus. O povo estava ansioso para saber se Lázaro iria com Jesus a Jerusalém e se o Profeta seria coroado rei durante a Páscoa. Os sacerdotes e líderes religiosos, no entanto, estavam decididos a acabar com Ele. Lembravam-se de como Ele tantas vezes frustrara seus planos homicidas e temiam que pudesse evitar seu alcance novamente. Entre eles, se perguntavam: “O que vocês acham? Será que Ele virá à festa?”
Em resposta à crescente popularidade de Jesus após a ressurreição de Lázaro, o Sinédrio convocou uma reunião. Eles perceberam que seria arriscado prender Jesus abertamente, já que o povo estava favorável a Ele. Decidiram, então, capturá-lO em segredo e realizar um julgamento rápido, antes que houvesse tempo para protestos. Planejavam que, ao anunciar Sua condenação, a opinião pública inconstante se voltasse ao lado deles.
Ainda assim, os sacerdotes e rabinos sabiam que, enquanto Lázaro estivesse vivo, sua posição não era segura. A presença de um homem que havia estado morto por quatro dias e fora trazido de volta à vida por uma simples palavra de Jesus era uma ameaça que não podiam ignorar. Temiam que o povo se revoltasse contra eles se tirassem a vida de alguém capaz de realizar tal milagre. Por isso, o Sinédrio decidiu que Lázaro também deveria morrer.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
