“Os muitos pecados dela lhe foram perdoados; pois ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama” (Lucas 7:47).
“Você vê esta mulher?”, perguntou Jesus a Simão. “Entrei em sua casa, e você não Me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os Meus pés com suas lágrimas de arrependimento e os enxugou com os seus cabelos. Você não Me saudou com um beijo, mas esta mulher, a quem você despreza, não parou de beijar os Meus pés desde que entrei aqui” (Lucas 7:44 e 45). Com essas palavras, Cristo destacou as oportunidades que Simão havia tido para expressar gratidão pelo que Jesus tinha feito por ele.
O Salvador, que lê a alma, compreendia tanto a motivação de Maria quanto o espírito por trás das palavras de Simão. Ele continuou: “Os muitos pecados dela lhe foram perdoados; por isso, ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama” (Lucas 7:47).
Simão pensava ter honrado Jesus ao convidá-lO para sua casa, mas agora via a verdadeira condição de si mesmo. Ele percebeu que sua religião era apenas um manto de farisaísmo. Havia desprezado a compaixão de Cristo e não O reconhecera como o representante de Deus. Enquanto Maria era uma pecadora perdoada, Simão era um pecador que ainda não havia encontrado o perdão.
O fariseu foi profundamente tocado pela bondade de Jesus. O Salvador não o expôs nem o humilhou diante dos convidados, como Simão achava que Maria deveria ter sido tratada. Em vez disso, Jesus, com paciência e misericórdia, tentou conquistar seu coração. Uma acusação severa teria endurecido Simão contra o arrependimento, mas a suave repreensão o levou a enxergar o próprio erro.
Simão finalmente percebeu o quanto devia ao Senhor. Ele reconheceu a própria dívida como sendo muito maior do que a de Maria, e se sentiu transformado pela graça que o havia alcançado. O orgulhoso fariseu se tornou um discípulo humilde e dedicado, reconhecendo o amor e a misericórdia de Cristo em sua vida.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
