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Meditação do Pôr do Sol · 17 de agosto de 2026

Jesus amaldiçoa uma figueira

Marcos 11:13

“Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto. Aproximando-Se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era tempo de figos” (Marcos 11:13).

Nas colinas que cercavam Jerusalém, realmente não era tempo de figos. Porém, no pomar por onde Jesus passou, havia uma árvore que se destacava das demais. Já cheia de folhas, parecia prometer bons frutos. Contudo, ao aproximar-Se, Jesus descobriu que a aparência era enganadora: a árvore não tinha nada além de folhas.

Cristo amaldiçoou a figueira, declarando: “Ninguém mais coma de seu fruto” (Marcos 11:14). Na manhã seguinte, quando Jesus e Seus discípulos passaram pelo mesmo caminho, notaram que a figueira estava completamente seca. Suas folhas caídas e ramos murchos chamaram a atenção deles. Pedro exclamou: “Mestre! Vê! A figueira que amaldiçoaste secou!” (Marcos 11:21).

Para os discípulos, esse ato era algo inesperado e estranho. Eles sabiam que Jesus não viera “para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los” (Lucas 9:55). Seu ministério sempre fora marcado por atos de restauração, nunca de destruição. Esse gesto, portanto, os deixou intrigados. “Por que Ele teria feito isso?”, perguntavam.

Deus declara: “Não tenho prazer na morte dos ímpios” (Ezequiel 33:11). Para Ele, atos de destruição são uma “obra muito estranha” (Isaías 28:21). Contudo, com misericórdia, Jesus levantou o véu sobre o futuro, revelando as consequências inevitáveis de um caminho de pecado.

A figueira estéril, que aparentava ser saudável e cheia de vida, era um símbolo da nação judaica. Com esse ato, Jesus queria ilustrar o motivo e a certeza da condenação de Israel. A figueira se tornou uma lição viva, um mestre da verdade divina.

Os judeus acreditavam ser mais justos do que qualquer outro povo, mas seu amor pelo mundo e a ganância os corromperam. Assim como a figueira cheia de folhas, eles exibiam uma aparência de piedade, mas não produziam frutos verdadeiros. A religião judaica, com seu imponente templo e rituais grandiosos, impressionava pela forma externa, mas carecia das qualidades essenciais que Deus buscava: humildade, amor e benevolência.

Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White

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