“Vê, a tua casa ficará deserta. Pois Eu vos digo que, desde agora, não Me vereis mais até que digais: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’“ (Mateus 23:38 e 39).
Árvores sem folhas não geram expectativas e, por isso, não causam decepção. Elas simbolizavam os gentios, que, embora não fossem mais justos que os judeus, não se vangloriavam de uma piedade que não tinham. Para eles, o “tempo de figos” ainda não havia chegado. Ainda aguardavam o dia em que receberiam luz e esperança. Por outro lado, os judeus, que haviam recebido as maiores bênçãos divinas, foram responsabilizados pelo abuso desses dons. Os privilégios dos quais se orgulhavam apenas aumentavam sua culpa.
Jesus veio a Israel buscando os frutos da justiça entre o povo. Ele lhes havia dado todos os privilégios necessários para isso. Em troca, esperava encontrar neles abnegação, compaixão e um profundo desejo de salvar outros. Contudo, o orgulho e a autossuficiência apagaram o amor por Deus e pela humanidade. O povo judeu falhou em compartilhar com o mundo os tesouros da verdade confiados a eles.
Na figueira estéril, os judeus podiam ver tanto seus pecados quanto a consequência deles. Secando até as raízes, a árvore simbolizava o que aconteceria com Israel quando a graça de Deus fosse retirada. Por se recusarem a transmitir as bênçãos divinas, deixariam de recebê-las. Deus declarou: “Você foi destruído, ó Israel” (Oseias 13:9).
O ato de Cristo ao amaldiçoar a árvore que Ele mesmo havia criado é uma advertência para todas as igrejas e cristãos. Há muitos que não vivem a vida altruísta e misericordiosa que Cristo exemplificou. Para essas pessoas, o tempo só tem valor quando pode ser usado para acumular algo para si mesmas. Em todas as áreas da vida, seu objetivo é o próprio benefício.
O plano de Deus, no entanto, é que eles usem esses dons para abençoar outros. Mas o egoísmo se tornou tão grande que eles não conseguem ver nada além de si mesmos. Aqueles que vivem para si, negligenciando as necessidades dos outros, são como a figueira estéril. Eles seguem as formas de adoração, mas sem arrependimento ou fé genuína. Assim como a figueira, acabam secos, sem vida espiritual e sem frutos para oferecer.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
