“Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a” (Lucas 13:8).
Aparábola da figueira — contada por Cristo antes de Sua última visita a Jerusalém — estava profundamente conectada à lição que Ele ensinou ao amaldiçoar a figueira estéril. Na parábola, o agricultor intercede pela planta que não dava frutos, dizendo: “Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a” (Lucas 13:8 e 9). Ele buscava dar à figueira todas as chances de prosperar.
Contudo, a parábola não revela o resultado do esforço do agricultor. Esse desfecho dependia das pessoas a quem Cristo dirigiu essas palavras, as quais eram simbolizadas pela planta estéril. O destino eterno estava em suas mãos. Deus havia concedido ao povo judeu inúmeras vantagens e bênçãos, mas eles não aproveitaram essas oportunidades. O ato de Cristo ao amaldiçoar a figueira foi uma demonstração do que aconteceria: eles mesmos determinaram a própria destruição.
Por mais de mil anos, a nação judaica vinha rejeitando as advertências de Deus e perseguindo Seus profetas. Nos dias de Cristo, o povo seguiu o mesmo caminho, assumindo sobre si a responsabilidade pelos pecados de gerações passadas. Eles estavam se prendendo às correntes de rebelião que suas ações haviam forjado ao longo dos séculos.
Chegaria o momento em que a misericórdia faria seu último apelo. Quando esse dia chegasse, a doce e insistente voz do Espírito Santo não chamaria mais o pecador ao arrependimento.
Infelizmente, esse dia havia chegado para Jerusalém. Jesus, ao contemplar a cidade condenada, chorou em profunda angústia, mas Ele não podia libertá-la. Todos os recursos do Céu haviam se esgotado. Ao rejeitar repetidamente as advertências do Espírito de Deus, Israel recusou o único caminho que poderia trazê-los de volta ao favor divino.
A nação judaica se tornou um símbolo de todos os povos e épocas que zombam das súplicas do amor infinito de Deus. Quando Cristo chorou por Jerusalém, Suas lágrimas não foram apenas por aquela cidade, mas pelos pecados de todos os tempos. Ele chorava pela humanidade que rejeita as oportunidades de salvação e trilha o caminho da ruína.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
