“Meu Pai, se for possível, afasta de Mim este cálice. Contudo, não seja como Eu quero, mas sim como Tu queres” (Mateus 26:39).
Arelação de Cristo com Deus estava diferente agora. Como nosso substituto, Ele estava sofrendo sob a justiça divina. Antes, intercedia por outros; agora, ansiava por alguém que intercedesse por Ele.
Sentindo a separação de Deus, Cristo temia que Sua natureza humana não suportasse o conflito. O tentador tinha chegado para a última e terrível luta. Se fracassasse, o reino do mundo seria de Jesus, e ele seria derrotado. Mas se Cristo vencesse, a Terra pertenceria a Satanás, e a humanidade estaria sob seu poder para sempre.
Satanás disse a Cristo que, se Ele Se tornasse o Substituto de um mundo pecaminoso, ficaria identificado com o reino de Satanás e nunca mais seria um com Deus. Que ganho Ele teria com esse sacrifício? Satanás pressionava Cristo, mostrando a situação da pior forma: “As pessoas que se dizem espirituais querem Te destruir. Um discípulo vai Te trair. Outro seguidor zeloso vai Te negar. TODOS TE ABANDONARÃO”. O pensamento de que aqueles a quem Jesus amava pudessem se unir a Satanás, feriu Seu coração. O conflito era terrível. Os pecados da humanidade pesavam sobre Cristo, e a sensação da ira de Deus contra o pecado O esmagava.
Em Sua agonia, Cristo Se agarrou ao solo frio como se isso pudesse evitar que Ele Se separasse ainda mais de Deus. De Seus lábios veio o amargurado clamor: “Meu Pai, se for possível, afasta de Mim este cálice”. Mesmo assim, acrescentou: “Contudo, não seja como Eu quero, mas como Tu queres” (Mateus 26:39).
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
