“O Seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão” (Lucas 22:44).
Ocoração humano busca simpatia no sofrimento, e Cristo sentia profundamente esse desejo. Ansioso por palavras de conforto, Ele foi até os discípulos esperando vê-los orando por Ele e por si mesmos. Como a malignidade do pecado era sombria! A tentação de deixar que a humanidade enfrentasse a própria culpa, enquanto Ele comparecia inocente diante de Deus, era terrível. Se ao menos os discípulos compreendessem e apreciassem isso, Ele Se sentiria fortalecido.
Porém, Ele “os encontrou dormindo”. Se os tivesse encontrado buscando refúgio em Deus para que as forças satânicas não os vencesse, Cristo teria Se sentido consolado. Eles não levaram a sério Sua advertência: “Vigiem e orem”. Não pretendiam abandonar seu Senhor, mas pareciam paralisados por uma estranha sonolência, que poderiam ter afastado se tivessem continuado a suplicar a Deus. Quando o Salvador mais precisava de suas orações, eles estavam dormindo.
Os discípulos acordaram quando Jesus falou, mas quase não O reconheceram, pois Seu rosto estava transformado pela angústia. Dirigindo-Se a Pedro, Jesus disse: “Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora? [...] Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:40 e 41). Jesus temia que eles não fossem capazes de suportar a prova da Sua traição e morte.
O Filho de Deus enfrentou novamente uma agonia sobre-humana. Exausto, cambaleou de volta ao lugar de Sua luta anterior. Seu sofrimento era ainda maior que antes. “Seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão” (Lucas 22:44). As árvores de cipreste e as palmeiras eram testemunhas silenciosas de Sua angústia. De seus ramos, gotas pesadas de orvalho caíam sobre o corpo prostrado de Jesus, como se a natureza chorasse sobre o Criador que, sozinho, lutava contra os poderes das trevas.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
