“Por isso, os sacerdotes e líderes religiosos decidiram que, antes que suas intenções pudessem ser conhecidas, Jesus devia ser entregue nas mãos dos romanos” (Mateus 26:57).
Os judeus esperavam um Messias que mudasse o pensamento do povo por meio de força controladora, obrigando todos a reconhecerem Sua supremacia. Por isso, quando tratado com desprezo, Cristo sentiu a forte tentação de mostrar Seu caráter divino, fazendo com que Seus perseguidores confessassem que Ele era o Senhor acima de reis, governadores, sacerdotes e do templo. Foi difícil manter a posição que Ele tinha escolhido, de ser um com a humanidade.
Os anjos do Céu desejavam muito livrar Cristo. Assistindo à cena vergonhosa, viram que seria fácil consumir os adversários de Deus. No entanto, o Senhor ordenou que não o fizessem. Fazia parte da missão de Jesus suportar, em Sua humanidade, todo o abuso que os seres humanos pudessem acumular sobre Ele.
Cristo não disse nada que pudesse dar vantagem a Seus acusadores, mas estava amarrado, demonstrando estar condenado. Contudo, era necessário uma aparência de julgamento, e as autoridades estavam dispostas a cumprilo rapidamente. Elas conheciam a grande consideração que o povo tinha por Jesus, e temiam uma tentativa de resgate. Se a execução não ocorresse imediatamente, haveria um atraso de uma semana devido à Páscoa, o que poderia arruinar seus planos. Durante essa semana, era provável que surgisse uma reação. A maioria do povo daria testemunho justificando Jesus, revelando as poderosas obras que Ele fez. Os procedimentos do Sinédrio seriam condenados, e Jesus libertado. Por isso, os sacerdotes e líderes religiosos decidiram que, antes que suas intenções fossem conhecidas, Jesus deveria ser entregue aos romanos.
Antes de tudo, precisavam encontrar uma acusação. Até então, não tinham obtido nada. Anás ordenou que Jesus fosse levado a Caifás. Embora Caifás não tivesse força de caráter, era tão impiedoso e inescrupuloso quanto Anás.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
