“Mas Jesus permanecia em silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: ‘Eu o ordeno, pelo Deus vivo, que nos diga se você é o Cristo, o Filho de Deus’” (Mateus 26:63).
Era madrugada, e estava escuro. Com tochas e lampiões, o bando armado foi ao palácio do sumo sacerdote levando Jesus. Enquanto o Sinédrio se reunia, Anás e Caifás mais uma vez interrogaram Jesus, sem sucesso.
No tribunal, Caifás presidia. Ao redor, estavam os juízes e os interessados no julgamento. Soldados romanos ocupavam a plataforma abaixo do trono. Aos pés do trono estava Jesus. A agitação era intensa, mas Ele permanecia calmo e sereno.
Caifás via Jesus como rival. O povo sempre queria ouvir o Salvador, provocando a inveja do sumo sacerdote. Admirando o prisioneiro, Caifás reconheceu Seu porte nobre, e sentiu a convicção de que aquele homem era igual a Deus, mas afastou o pensamento. Arrogantemente ordenou que Jesus realizasse um de Seus milagres. O Salvador, porém, ignorou suas palavras. A multidão se questionava: Seria justo condenar como criminoso aquele homem de aspecto divino?
Os inimigos de Jesus estavam confusos. Não sabiam como condená-lO. Caifás queria evitar conflitos. Testemunhas poderiam provar que Cristo tinha chamado sacerdotes e escribas de hipócritas e assassinos, mas esse testemunho não teria peso para os romanos. Havia evidências de que Jesus havia falado de forma irreverente contra muitos regulamentos judeus, mas isso também não importava aos romanos. Os inimigos de Cristo não ousavam acusá-lO de transgredir o sábado, pois um exame traria à luz Seus milagres de cura.
Os líderes subornaram testemunhas falsas para acusarem Jesus de tentar estabelecer um governo separado. Contudo, seus testemunhos eram vagos e contraditórios. Quando interrogados, eles comprometeram as próprias declarações.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
