“Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a Sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, Ele não abriu a Sua boca” (Isaías 53:7).
No início de Seu ministério, Cristo disse: “Destruam este templo, e Eu o levantarei em três dias”, prevendo Sua própria morte e ressurreição. “O templo do qual Ele falava era o Seu corpo” (João 2:19 e 21). De tudo o que Jesus disse, os sacerdotes não encontraram nada para usar contra Ele, exceto isso. Os romanos se envolveram na reconstrução e embelezamento do templo e tinham muito orgulho dele. Qualquer desprezo pelo templo também os ofendia. Ali, romanos e judeus tinham algo em comum, pois todos consideravam o templo com grande respeito.
Uma testemunha subornada declarou: “Este homem disse: ‘Sou capaz de destruir o santuário de Deus e reconstruí-lo em três dias’”. Se a testemunha tivesse relatado exatamente as palavras de Cristo, elas não teriam servido para condená-lO nem pelo Sinédrio. Sua declaração indicaria um espírito irrazoável e esnobe, mas não blasfêmia. Mesmo quando a falsa testemunha distorceu as palavras de Cristo, elas não continham nada que os romanos considerassem um crime passível de morte.
Ao final, os acusadores de Jesus estavam confusos e zangados. Parecia que suas tramas falhariam. Caifás, desesperado, tinha um último recurso — forçar Cristo a condenar a Si mesmo. O sumo sacerdote se levantou, com o rosto contorcido pela paixão, e perguntou: “Você não vai responder à acusação que estes Lhe fazem?” Jesus permaneceu em silêncio.
“Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a Sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, Ele não abriu a Sua boca” (Isaías 53:7).
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
