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Meditação do Pôr do Sol · 7 de outubro de 2026

Caifás se desqualifica como sumo sacerdote

Mateus 26:65

“Rasgando suas vestes, Caifás disse: ‘Ele blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Eis que agora vocês ouviram a blasfêmia’“ (Mateus 26:65).

Esse ato tinha profundo significado. Caifás fez aquilo para garantir a condenação de Cristo; mas, ao fazê-lo, condenou a si mesmo. Pela Lei de Deus, ele estava desqualificado para o sacerdócio. Caifás havia pronunciado sobre si mesmo a sentença de morte.

O sumo sacerdote não podia rasgar suas vestes. Pela lei levítica, sob nenhuma circunstância o sacerdote poderia rasgar a própria roupa. Cristo deu ordens expressas a Moisés a esse respeito (ver Levítico 10:6). O ser humano finito podia rasgar o próprio coração, mostrando um espírito contrito e humilde. Entretanto, ninguém podia rasgar as vestes sacerdotais, pois isso desconfiguraria o simbolismo das coisas celestiais. O sumo sacerdote que ousasse se apresentar no serviço sagrado do santuário com a veste rasgada era considerado como se estivesse separado de Deus. A atitude de Caifás revelou paixão humana e imperfeição.

Ao rasgar as próprias roupas, Caifás anulava a Lei de Deus para seguir as tradições humanas. Uma lei feita por homens determinava que, em caso de blasfêmia, um sacerdote podia rasgar suas vestes por horror ao pecado e ficar sem culpa. Nesse ato, porém, Caifás estava cometendo blasfêmia. Ao rasgar suas vestes, esse ato significou a posição que o povo judeu ocuparia diante do Senhor. Eles haviam rejeitado Aquele que era o cumprimento de todos os símbolos, a origem de todas as representações judaicas. Israel tinha se divorciado de Deus. Nesse caso, o sumo sacerdote bem poderia ter rasgado as vestes em horror por si mesmo e pela nação.

O Sinédrio pronunciou que Jesus merecia a morte, mas era contrário à lei judaica sentenciar um prisioneiro à noite. Em uma condenação legal, nada podia ser feito a não ser à luz do dia e em sessão plena do conselho. Apesar disso, o Salvador foi tratado como um criminoso condenado e entregue para ser ultrajado pelo que havia de mais humilhante na espécie humana.

Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White

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