“Mulher, não O conheço” (Lucas 22:57).
Cercado por pessoas que zombavam de Sua afirmação de ser o Filho de Deus, Jesus foi levado por todo o pátio do palácio até a sala da guarda. Suas palavras: “Vindo sobre as nuvens do céu”, eram repetidas em tom de deboche pelos que O rodeavam. Enquanto estava na sala da guarda à espera do julgamento, Jesus não tinha nenhuma proteção, e a ralé aproveitou o momento para descarregar toda a sua crueldade. O porte divino de Cristo os enchia de uma raiva insana. A misericórdia e a justiça foram pisoteadas. Nunca um criminoso tinha sido tratado de forma tão desumana quanto o Filho de Deus.
Entretanto, o golpe mais doloroso para Jesus não veio das mãos inimigas: enquanto Caifás O examinava, um de Seus discípulos O negou.
Pedro e João haviam seguido de longe a turba que levou Jesus preso. Os sacerdotes reconheceram João e o deixaram entrar na corte esperando que, ao testemunhar a humilhação de seu Líder, ele rejeitasse a ideia de que alguém assim pudesse ser o Filho de Deus. João falou em favor de Pedro, conseguindo que ele também entrasse.
Havia uma fogueira no pátio, pois era madrugada e fazia frio. As pessoas se reuniram em volta do fogo, e Pedro se juntou a elas esperando ser confundido com um daqueles que haviam trazido Jesus para o julgamento.
A mulher que cuidava da porta olhou atentamente para Pedro. Notando sua feição abatida, achou que ele poderia ser um dos discípulos de Jesus. Curiosa, perguntou: “Você não é um dos discípulos desse Homem?” Pedro ficou assustado e confuso, e fingiu não entender. Mas ela insistiu. Pedro se sentiu forçado a responder e, com raiva, disse: “Mulher, não O conheço” (Lucas 22:57).
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
