“Pilatos perguntou: ‘Que acusação vocês têm contra este homem?’ Eles responderam: ‘Se Ele não fosse criminoso, não O teríamos entregado a ti’“ (João 18:29 e 30).
Cristo estava preso na sala de julgamento de Pilatos, o governador romano. A guarda de soldados O rodeava. A sala logo se encheu de pessoas que observavam. Do lado de fora, estavam os juízes do Sinédrio, os sacerdotes, líderes religiosos e a multidão.
Depois de condenar Jesus, o Sinédrio foi até Pilatos para que ele confirmasse e executasse a sentença. No entanto, esses oficiais judeus não podiam entrar em um tribunal romano, pois, de acordo com sua lei cerimonial, ficariam contaminados e, assim, não poderiam participar da celebração da Páscoa. Eles não percebiam o ódio assassino no coração. Não viam que, ao rejeitarem Cristo, o verdadeiro Cordeiro da Páscoa, a festa já não fazia mais sentido para eles.
Pilatos contemplou o Salvador com um olhar frio. Chamado às pressas de seu quarto, ele estava determinado a resolver aquilo o mais rápido possível. Colocando a expressão mais severa, preparou-se para interrogar o homem que estava diante dele.
Pilatos olhou atentamente para Jesus. Já havia lidado com todo tipo de criminoso, mas nunca tinha visto alguém como aquele, com tanta bondade e nobreza. Em Seu rosto, não viu sinais de culpa, medo, presunção ou arrogância. Viu um homem cuja expressão refletia algo celestial.
Isso despertou o melhor lado da natureza de Pilatos. Sua esposa lhe tinha falado sobre os maravilhosos atos do Profeta galileu, sobre como curava os doentes e ressuscitava os mortos. Ele se lembrou de rumores que tinha ouvido de várias fontes. Por isso, exigiu que os judeus apresentassem suas acusações contra o prisioneiro. “Quem é esse homem, e por que O trouxeram até aqui?” Eles responderam que Ele era um enganador chamado Jesus de Nazaré. Pilatos perguntou novamente: “Que acusação vocês têm contra este homem?” Os sacerdotes não deram uma resposta direta. Irritados, disseram: “Se Ele não fosse criminoso, não O teríamos entregado a ti” (João 18:29 e 30).
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
