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Meditação do Pôr do Sol · 18 de outubro de 2026

Pilatos acha o Prisioneiro diferente

Lucas 23:2

“Encontramos este homem subvertendo a nossa nação. Ele proíbe o pagamento de imposto a César e Se declara Ele próprio o Cristo, um Rei” (Lucas 23:2).

Quando o Sinédrio traz um homem que considera digno de morte, é realmente necessário pedir uma acusação contra ele? Eles esperavam que Pilatos aceitasse o pedido deles sem muitas complicações.

Antes disso, Pilatos já havia condenado apressadamente à morte homens que, na verdade, não mereciam essa condenação. Para ele, pouco importava se o prisioneiro era inocente ou culpado. Os sacerdotes esperavam que, dessa vez, Pilatos simplesmente ordenasse a morte de Jesus, sem questioná-lO. No entanto, algo naquele prisioneiro fez Pilatos hesitar. Ele não se atreveu a proceder dessa forma. Lembrou-se de como Jesus havia ressuscitado Lázaro, um homem que estava morto há quatro dias, e decidiu que precisava entender melhor as acusações contra Ele e verificar se elas poderiam ser provadas. “Se o julgamento de vocês é suficiente”, disse Pilatos, “por que trazem o prisioneiro até mim? Levem-no e julguem-no conforme a lei de vocês” (vers. 31). Os sacerdotes responderam que já haviam decidido a sentença, mas precisavam da confirmação de Pilatos para que a decisão deles fosse válida. “Qual é a sentença de vocês?”, perguntou Pilatos. “Morte”, responderam. E pediram que Pilatos cumprisse a sentença, dizendo que assumiriam a responsabilidade pelo resultado. Apesar de sua fraqueza moral, Pilatos se recusou a condenar Jesus até que trouxessem uma acusação concreta contra Ele.

Os sacerdotes estavam em um dilema. Não podiam permitir que parecesse que Jesus havia sido preso por motivos religiosos, pois isso não teria peso para Pilatos. Precisavam passar a impressão de que Jesus era um criminoso político, já que os romanos estavam sempre em alerta para reprimir qualquer ameaça de revolta.

Em desespero, os sacerdotes trouxeram uma testemunha falsa. “E começaram a acusá-lO, dizendo: ‘Encontramos este homem subvertendo a nossa nação. Ele proíbe o pagamento de impostos a César e Se declara o Cristo, um Rei’” (Lucas 23:2). Três acusações, todas sem fundamento. Os sacerdotes sabiam disso, mas estavam dispostos a mentir para alcançar seus objetivos.

Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White

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