“Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça dEle; também O vestiram com um manto púrpura” (João 19:2).
Coberto de feridas e já desfalecido, Jesus foi açoitado. “Os soldados levaram Jesus para dentro do palácio, ou seja, o Pretório, e reuniram toda a tropa. Colocaram nEle um manto de púrpura, depois fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em Sua cabeça. Começaram a saudá-lO: ‘Salve, rei dos judeus!’... e cuspiam nEle. Ajoelhavam-se e Lhe faziam uma falsa adoração, zombando dEle” (vers. 27-29). De vez em quando, uma mão perversa batia na coroa, fazendo os espinhos se enterrarem na pele de Sua testa, fazendo o sangue escorrer pelo Seu rosto.
Enlouquecida, a multidão cercava o Salvador do mundo. As zombarias e escárnios se misturavam com maldições blasfemas. Satanás liderava a turba, com o objetivo de, se possível, provocar o Salvador a reagir ou a realizar um milagre para Se libertar. Bastava uma falha em Sua vida humana para que o Cordeiro de Deus Se tornasse uma oferta imperfeita, e a redenção da humanidade fosse comprometida. Porém, Ele suportou os ultrajes e insultos mais cruéis com total serenidade.
Os inimigos de Cristo haviam exigido um milagre como prova de Sua divindade. Agora, eles tinham uma evidência muito maior do que qualquer outra que pudessem ter pedido. Sua mansidão e paciência eram provas claras de Sua conexão com Deus. As gotas de sangue que brotavam de Sua testa ferida eram a confirmação de Sua unção como nosso Sumo Sacerdote, realizada com o “óleo da alegria” (ver Hebreus 1:9). A ira de Satanás foi imensa ao ver que o Salvador não havia Se desviado em nenhum momento da vontade do Pai.
Quando Pilatos entregou Jesus para ser açoitado, ele esperava que a multidão achasse que aquele castigo seria suficiente. Com um olhar aguçado, os judeus perceberam a fraqueza em castigar um homem que havia sido declarado inocente. Eles estavam decididos a não permitir que Jesus fosse solto.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
