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Meditação do Pôr do Sol · 27 de outubro de 2026

Cristo e Barrabás

Isaías 53:5

“Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas feridas fomos sarados” (Isaías 53:5).

Pilatos mandou trazer Barrabás para o tribunal e apresentou os dois prisioneiros, um ao lado do outro. Apontando para o Salvador, disse: “Eis o homem!” Ali estava o Filho de Deus, sem camisa, com Suas costas marcadas pelas cicatrizes das chicotadas, de onde o sangue escorria abundantemente. Seu rosto estava coberto de sangue e refletia a dor, mas nunca parecera tão belo. Cada expressão Sua transmitia a mais profunda piedade por Seus cruéis inimigos. Em Sua postura, era possível ver a compostura e a dignidade da paciência.

O contraste entre Ele e Barrabás era impressionante. Cada traço do rosto de Barrabás mostrava que ele era um criminoso endurecido. A diferença era clara para todos os que estavam presentes. Alguns dos espectadores não conseguiam segurar as lágrimas ao verem Jesus, tomando partido dEle. Os sacerdotes e líderes religiosos estavam convencidos de que Ele era realmente tudo o que afirmava ser.

Nem todos os soldados romanos ao redor de Jesus estavam endurecidos. Alguns O observavam com sentimentos de compaixão. A silenciosa submissão de Cristo ficou gravada na mente deles. Eles nunca esqueceriam aquela cena, até que O reconhecessem como o Cristo ou decidissem Seu destino ao rejeitá-lO.

Pilatos não tinha dúvida de que a visão daquele homem, em contraste com Barrabás, despertaria a simpatia dos judeus. No entanto, ele não compreendia o ódio fanático dos sacerdotes. Mais uma vez, sacerdotes, líderes religiosos e o povo gritaram com força: “Crucifica-O, crucifica-O!” Finalmente, perdendo toda a paciência com a crueldade sem sentido, Pilatos gritou em desespero: “Levem-nO e crucifiquem-nO. Quanto a mim, não encontro motivo algum para acusá-lO”.

Embora estivesse acostumado com cenas cruéis, o governador romano se comoveu com o sofrimento daquele prisioneiro. Os sacerdotes então disseram: “Temos uma lei, e segundo essa lei, Ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus”.

Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White

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